Sinistro: Fogo em indústria química destrói oito casas em Diadema
O fogo que começou por volta das 7h30 atingiu casas da vizinhança. Foto: Carla Barbosa
Vinte imóveis foram interditados e outros seriam vistoriados; bairro está sem energia eletérica
Oito casas foram completamente destruídas pelo incêndio que atingiu na manhã desta sexta-feira (27/03) a empresa DI-ALL, depósito de produtos químicos, no bairro Jardim Ruice, em Diadema. Nenhum morador ficou ferido, e cinco funcionários da empresa, intoxicados, foram levados ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal de Diadema. Quatro tinham sido liberados na tarde desta sexta. Mais de 500 moradores do bairro estão sem energia elétrica.
O Ginásio Esportivo Rômulo Arantes do Nascimento, no Jardim Portinari, foi disponibilizado pela Prefeitura e está sendo preparado para acolher os moradores que necessitem de abrigo. Até o momento, nenhum morador optou pelo serviço. Um deles é a analista de suporte Claudine Souza, 33 anos, que mora desde que nasceu na rua Henrique de Leo, que faz fundos com a empresa. “Estava acordando quando vi as labaredas pela janela. Tive tempo apenas de avisar meu irmão e sair para rua, de pijama mesmo”, conta a moradora. A cadela de Claudine, Mel, foi salva pelos bombeiros uma hora depois que a casa já havia sido tomada pelas chamas. Na casa moravam seis pessoas.
Durante o incêndio, tambores com produtos altamente inflamáveis, como tiner, água raz e hexano, componente de gasolina, foram jogados para fora do depósito pela força das chamas, espalhando-se pelas ruas e criando volume de fogo também no asfalto. A Defesa Civil irá fazer um laudo ainda nesta sexta-feira para saber se mais casas terão de ser interditadas. Até a tarde desta sexta-feira, 20 imóveis tinham sido lacrados.
O prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), esteve no local e afirmou que todas as famílias terão amparo da Administração para que possam ser ressarcidas do prejuízo. “Ainda não sabemos para onde vão essas famílias, mas a Assistência Social já está cuidando disso”, afirmou Reali.
As casas que não foram atingidas pelo fogo mas que ficam nas proximidades da empresa foram isoladas durante a operação do corpo de bombeiros e muitos moradores foram impedidos de voltar para casa. “Voltei do trabalho para almoçar e não consegui chegar. Entrei em pânico, achei que minha casa havia sido atingida. Vou comer em um restaurante e torcer para poder entrar em casa à noite”, contou Eliane Souza Prado, que mora há 500 metros do depósito de produtos químicos.



















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