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Tamanduateí tem apenas 300 metros de água limpa

Por: Vanessa Selicani  (vanessa@abcdmaior.com.br)

Análise próxima a indústrias apresentou poluição química. Foto: Reprodução

Estudo do Centro Universitário Fundação Santo André aponta que principal rio da região está no pior nível de poluição

O rio Tamanduateí, que passa por Mauá, Santo André e São Caetano, tem apenas 300 metros de água despoluída desde a nascente, em Mauá. Um estudo do Centro Universitário Fundação Santo André realizado desde 2007 monitorou a qualidade da água do rio em seis pontos localizados em 12 km de extensão até proximidades do bairro Santa Terezinha, em Santo André.

Classificado no nível quatro de poluição pelas análises, o mais severo estipulado pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), o Tamanduateí apresentou já nos primeiros 300 metros, 300 vezes mais Escherichia coli (detectada em locais com fezes humanas) que a análise feita na nascente, na Gruta Santa Luzia.

“Nem a nascente conseguiu ser preservada. Desde o nascimento, o rio já apresenta índices de poluição muito altos”, explicou o professor doutor da Fundação Santo André, Ricardo Ferreira de Andrade.

O trabalho faz parte da iniciação científica da pesquisadora Simone Garcia de Ávila, orientada por Andrade. Foram três meses de coletas no Tamanduateí para análises. Num dos pontos localizados próximo ao Pólo Petroquímico, os pesquisadores encontraram a substância Fenol, comum em processos químicos. “Era o que esperávamos mesmo neste ponto, que é um dos mais poluídos e próximo das indústrias”, explicou o professor.

Outra bactéria encontrada no rio foram os cistos de Giárdia lamblia, (também detectada em locais com fezes humanas), presentes em dois pontos, coincidindo com os pontos de maior contaminação por Escherichia coli. “A contaminação por E.coli e Giárdia lamblia relata que uma quantidade significativa de esgoto doméstico é despejada no rio. Até mesmo as águas da nascente apresentam contaminação fecal, porém, muito pouco acentuada, não sendo adequada para beber”, completou Simone.

O próximo passo do estudo é um questionário sócio-ambiental com a população do entorno para saber de que forma o Tamanduateí é utilizado, além de uma análise da presença de metais pesados no rio.

Fonte: ABCD Maior

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